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Após 20 anos, Brasil fecha acordo UE-Mercosul. Bolsonaro comemora ato histórico

Publicada em 28 de Junho de 2019 às 22h45


Foto divulgação internet Foto divulgação internet

São Paulo ? O presidente Jair Bolsonaro classificou como ?um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos? o pacto comercial fechado nesta sexta-feira (28) entre o Mercosul e a União Europeia.

?Histórico!?, escreveu ele no Twitter. ?Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.? Bolsonaro elogiou as participações do chanceler Ernesto Araújo e dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Agricultura, Tereza Cristina, nas negociações que levaram ao acordo.

O presidente também afirmou, na rede social, que os dois blocos econômicos são responsáveis por um quarto da economia mundial e que os produtores brasileiros passarão a ter acesso a esse mercado. ?Grande dia?, publicou.

Mais cedo, os Ministérios das Relações Exteriores e o da Economia anunciaram em comunicado conjunto a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

?O acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia?, e sua conclusão ?ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade?, afirma uma nota conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores brasileiros.

CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também comemorou o pacto fechado entre os dois blocos econômicos. Em nota, o presidente da instituição, Robson Andrade, afirmou que o acordo pode representar o ?passaporte para o Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacional?.

?Cria novas oportunidades de exportação devido à redução de tarifas europeias, ao mesmo tempo em que abre o mercado brasileiro para produtos e serviços europeus, o que exigirá do Brasil aprofundamento das reformas domésticas. O importante é que essa mudança será gradual, mesmo assim as empresas devem começar a se adaptar à nova realidade?, disse Andrade.

De acordo com a nota, o acordo reduz, por exemplo, de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico.

Estudo feito pela CNI indicou que, dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, 68% enfrentam hoje tarifas de importação ou cotas.

No ano passado, o Brasil exportou para a União Europeia US$ 42,1 bilhões em produtos. Juntos, os países do bloco representam o segundo maior mercado para bens brasileiros no mundo, perdendo apenas para a China.

O acordo, que envolve 90% do comércio entre os blocos, tem potencial para elevar essas vendas. Do lado europeu, a maior parte das tarifas de importação será zerada nos primeiros anos. O Mercosul terá mais tempo para promover a abertura: em alguns casos, haverá prazo de mais de uma década para que as alíquotas sejam eliminadas.

A CNI pontuou que, assim que for ratificado, os produtos nacionais passarão a ter acesso preferencial a 25% do comércio do mundo com isenção ou redução do imposto de importação. Um importante passo para a abertura comercial do País. Atualmente, eles só entram, nessas condições, em 8% dos mercados internacionais.


*Com Reuters e Estadão Conteúdo


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Tags: SW4 - aluguel - acordo - UE-Mercosul - ato histórico

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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