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Galo vive mais uma virada

Atlético-MG massacra o Flamengo e vai para a final da Copa do Brasil

Publicada em 06 de Novembro de 2014 às 13h53


Torcedora do Atlético-MG se emociona Torcedora do Atlético-MG se emociona Era uma alfinetada no ouvido, de tão alto, o barulho da torcida do Atlético-MG enquanto o time entrava em campo para duelar com o Flamengo por vaga na final da Copa do Brasil, pouco antes das 22h dessa quarta-feira, 5 de novembro de 2014. O tamanho do som não deixava dúvidas: os berros de ?eu acredito?, lema da conquista da Libertadores no ano passado, não eram da boca para fora. Eram do pulmão para dentro.

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Aquele momento era uma sequência do que acontecera fora do estádio. Com a mesma cantoria, munida de sinalizadores, a torcida fez as chamadas ?ruas de fogo? na chegada do ônibus com os jogadores. O clima, estava claro, era de final.

E seguiu assim quando a bola rolou. Os primeiros dez minutos foram de pressão do Atlético, acompanhada pela força dos torcedores. ?Ôoooooo, vai pra cima deles, Galoooooo?, berravam. ?Eu acredito!?, repetiam sem parar.

Conforme corria o jogo, conforme o Flamengo se assentava em campo e passava a dar algum equilíbrio ao duelo, a euforia da torcida alvinegra amainava um pouco. E o rendimento do time também. Erros técnicos, falhas em passes, lances bobos começaram a incomodar os torcedores, que foram ao delírio quando Diego Tardelli mandou chute na trave de Paulo Victor.

Com maior ou menor intensidade, a cada par de minutos, quando o estádio ousava ficar à beira do silêncio, surgiam novamente gritos de ?eu acredito?. Tamanha crença, porém, foi abalada aos 34 minutos, quando Everton, com chute cruzado, colocou o Flamengo na frente.

Abalada? Segundos depois, enquanto os rubro-negros ainda comemoravam, lá estavam de novo os atleticanos avisando que acreditavam. Afinal de contas, não tinha acontecido exatamente a mesma coisa contra o Corinthians?

E aí saiu o empate. Aos 41, Carlos não deixou dúvidas ao empurrar para a rede: era para acreditar mesmo! Com a confiança inabalável, o time terminou o primeiro tempo e voltou para o segundo com toda a força, todo o apoio das arquibancadas.

O começo da etapa final foi um repeteco da largada do primeiro tempo: Galo na pressão, Flamengo encaixotado no campo de defesa, especulando em contra-ataques. Com uma diferença - uma enorme diferença a favor dos atleticanos: o gol saiu mais cedo. Maicosuel fez o segundo, o da virada.

Que surto, que clima, que jogo. Estava desenhado o cenário da virada impressionante contra o Corinthians. Mais dois gols, mais dois gols. ?Lutar, lutar, lutar, com toda nossa raça pra vencer?, urravam os torcedores.

Enquanto isso, o Santos acumulava gols contra o Cruzeiro na Vila Belmiro. Era até engraçado: quando o sistema de som do Mineirão anunciava as mudanças de placar no outro jogo, a torcida vibrava por dois ou três segundos, mas logo deixava aquilo de lado. Era preciso focar no gramado (decisão correta: o rival também iria à final).

E o tempo passava, martelando a alma atleticana. Talvez qualquer outra torcida no mundo tivesse desistido. Mas as outras torcidas do mundo não viveram aquela sequência Tijuana-Newell?s-Olimpia no ano passado.

Por isso, eram 25 minutos, e eles acreditavam.

Eram 30 minutos: e eles acreditavam.

Eram 35 minutos: e eles acreditavam.

Eram 36 minutos: e eles... gol de Dátolo!

Três a um. Impressionante. Faltava mais um gol, só mais um, para o Galo seguir construindo a história do improvável, a história dos milagres, a história de uma crença sem fim, de uma fé inatacável.

Mas faltava tão pouco tempo. Eram 37, 38, 39.

E aí o Mineirão, seus mais de 40 mil torcedores pagantes, viu o time do impossível aprontar mais uma. Luan, aos 39 minutos, fez o quarto gol. O gol da classificação.

E o resto foi delírio, lágrimas, euforia, transe coletivo. Alguns sustos, duas defesas de Victor, berros e mais berros foram o caminho final de uma noite de agonia no Mineirão, esse pedaço das vastas terras das Minas Gerais onde vive uma torcida que aprendeu a nunca, jamais, sob hipótese alguma desistir.

Tags: Galo - Atlético-MG

Fonte: http://globoesporte.globo.com  |  Publicado por: Da Redação
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