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Hugo é acusado de matá-la

Caso Neylivia: Família diz que Hugo, o PM acusado, quer matar o pai dela

Publicada em 25 de Abril de 2014 às 13h38


Caso Neylivia: Hugo é acusado de matá-la Caso Neylivia: Hugo é acusado de matá-la O município de Capitão de Campos é talvez um dos mais conhecidos do estado. Quem pega a estrada BR-343, seja rumo ao litoral ou norte do estado ou indo para o Ceará obrigatoriamente passa por dentro. A cidade é considerada pacata, tem cerca de 10 mil habitantes e fica a apenas 118 km distante da capital Teresina.

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Mas desde o último domingo de Páscoa, no encerrar do período chamado de 'Semana Santa, mais precisamente dia 20 de abril, o rótulo de 'pacata' já não se tornou algo tão característico da cidade de Capitão de Campos. Culpa do subtenente da Polícia Militar do Piauí, Hugo Viana Lino, ex-comandante do grupamento militar de lá.

Hugo está preso, desde domingo, acusado de ter matado a própria mulher, Neylivia Oliveira da Costa Viana com doze tiros. Ele é conhecido na cidade inteira por causa da fama de 'valentão' que tem já de algum tempo. Atualmente ele estava no comando do grupamento da PM em Cocal de Telha, cidade vizinha à Capitão de Campos. Por isso constantemente ia para lá, onde vivia com Neylivia.

QUEM ERA HUGO VIANA
Hugo tem uma fama de 'valentão' entre todos em Capitão de Campos. Ele comandava grupamentos da PM na região. Já passou pela própria cidade, por Piripiri e por Cocal de Telha nesta função. Os próprios policiais tinham mais medo do que respeito por ele. É que ele já teve briga dentro da Polícia com outros colegas de profissão. Não é a primeira vez que a corregedoria da PM recebia denúncias contra ele. Antes de conhecer Neylivia ele já tinha um outro relacionamento, com quem tinha filhos. Por isso tinha de pagar pensão alimentícia. Esse era um dos motivos para várias discussões que teve com Neylivia.


QUEM ERA NEYLIVIA OLIVEIRA
Neylivia sempre foi vista como uma das mais bonitas mulheres de Capitão de Campos. Desde a adolescência chamava a atenção pela beleza e pela personalidade forte que tinha. Tanto que, como a filha mais velha, entrou nos negócios do pai, Seu Antonio Estevam, um dos homens mais ricos do município. Dono de supermercado, de madeireira e de loja de material de construção, ele chamou a ainda jovem Neylivia para administrar as suas empresas. E ela cuidou muito bem. Os negócios prosperaram. Ela se casou, teve dois filhos e seguia uma vida tranquila até conhecer Hugo. Se apaixonou perdidamente por ele. A ponto de largar tudo e viver com o militar, que decidiu também abandonar a família que tinha e ficar com ela em Teresina.


COMO ERA A RELAÇÃO DOS DOIS
Hugo e Neylivia mantiveram uma relação de cerca de dois anos que, no início, demonstravam estar bem. Pelo menos entre eles, já que a família dela, principalmente, não apoiava de jeito nenhum esse relacionamento. Seu Antonio Estevam tirou tudo que tinha oferecido a Neylivia, um Corolla, uma casa imensa na cidade e até mesmo os filhos dela, sendo que um deles, na época, tinha apenas um ano de idade. Ela mesmo assim quis voltar para a terra natal. Com o que ganhava, tendo de pagar pensão alimentícia, Hugo Não tinha como manter os dois. Ele conseguiu trabalhar perto de Capitão de Campos e Neylivia começou a se virar sozinha, construindo uma pequena lanchonete, onde também vendia roupas. De uns tempos para cá os dois viviam discutindo muito. Ela gostava muito dele, que nunca escondeu de ninguém ser mulherengo. Ciumenta, ela não queria que ele tivesse contato nem mesmo com sua ex.


COMO FOI NO DIA DO ASSASSINATO
O relacionamento dos dois ia de mal a pior. Hugo e Neylivia chegaram a se separar dias antes do assassinato. Na quinta-feira anterior ele disse que ia voltar para Teresina, sem ela. E assim o fez. Ela aceitou e, mesmo gostando muito dele, preferiu ficar sozinha. Mas ela tinha apoio da família. Seu Antonio Estevam, no entanto, impôs uma condição: ela voltaria a cuidar de suas empresas, desfrutar de seu patrimônio, como era anteriormente, desde que largasse de vez de Hugo. Era o que ela pretendia fazer. Passou a sexta e o sábado bem, em família, e pronta para o retorno ao lar familiar. No domingo, entretanto, Hugo retornou. E queria se reaproximar de Neylivia. Ela, ainda gostando muito dele, voltou para casa, para ficar com ele. Chegaram a ficar bem, mas começaram a discutir dentro de casa. A vizinhança já sabia como era e ouvia a gritaria sempre, sem poder fazer nada, já que ele era uma espécie de 'xerife': Tinham medo dele. Por volta das 17h, Hugo teria ido descansar e dormir um pouco. Neylivia pegou seu telefone celular e achou várias mensagens de outras mulheres, incluindo uma que falava da compra de um ovo de páscoa para uma delas, com quem estaria tendo um caso. Se revoltou e começou uma nova discussão, que terminou em morte.


FAMÍLIA ACUSA HUGO DE QUERER MATAR O PAI
Era a última discussão de Hugo e Neylivia. Ele se revoltou absurdamente. Testemunhas garantem que o clima ficou pesado entre eles, o que era perceptível pela quantidade de xingamentos de um contra o outro. Ela ameaçou quebrar seu telefone celular, disse que ia expulsar ele de casa e começou a dizer que quem tinha dinheiro era ela. Hugo se revoltou: pegou a moto dela e jogou no chão, quebrando-a por completo. Vizinhos tiraram Neylivia da discussão. Amigas dela pediram que ela se acalmasse e fosse para casa de seu pai. Ela mesmo assim insistiu em permanecer na briga com Hugo, que já estava rasgando até as promissórias de clientes de Neylivia. Ela queria pegar sua moto, seu material de trabalho e ir embora. Mas quando entrou ele teria dado um chute com muita força nela, tanto que ela caiu. Sem força para se levantar, ela apenas gritou, xingando-o. Ele então, com a arma em punho, atirou nas pernas de Neylivia. Ela teria dito, segundo a vizinhança: "Tu é louco?! Tu atirou em mim?! Tu teve essa coragem... Eu vou chamar o meu pai aqui...". E ele não se intimidou e teria dito: "É isso que eu quero. Chama teu pai. Eu quero é ele aqui mesmo. Vou te matar e depois matar ele". Ele é acusado de ter matado Neylivia e de ter ido à casa do pai dela, tendo efetuado disparos no portão da casa de Seu Estevam. Uma viatura da Polícia Militar de Piripiri se deslocou a Capitão para prendê-lo. Ele ainda atirou contra um delegado, identificado como Sargento Seixas, que saiu com a perna ferida. Não há confirmação de que Hugo realmente disse isso contra Seu Estevam nos últimos momentos de vida de Neylivia. Apenas os vizinhos informam que ouviram ele gritar dessa maneira. Além disso, toda a cidade garante que Hugo e Seu Estevam alimentam uma rixa desde quando ele conheceu Neylivia e a tirou de sua família. Os próprios familiares acusam Hugo de ter ameaçado várias vezes Seu Estevam.


VAI TER MANIFESTAÇÃO POR JUSTIÇA EM 'CAPITÃO'
Uma pessoa próxima da família informou ao 180graus que Hugo, assim que foi preso, enquanto fazia o exame de corpo de delito, no IML, teria dito em alto e bom som, na frente de uma pessoa que representava a corregedoria para familiares que também estavam no IML para reconhecimento e liberação do corpo: "Eu ainda vou voltar lá (em Capitão de Campos) e matar o pai dela". No momento do assassinato, passava das 18h quando estavam apenas Hugo e Neylivia dentro de casa e ela parou de gritar. Os vizinhos correram para porta de suas casas. Quando alguém encostava na casa do casal ele gritava lá de dentro: "Se entrar aqui eu mato. Ninguém entra". Com medo a vizinhança chamou os policiais. Policiais estes que eram chefiados por ele, mas que não tiveram coragem de entrar e esperaram que a Força Tática chegasse para poder prendê-lo. Antes, vale lembrar, ele atirou contra uma viatura e acertou a perna do delegado Seixas. Só se rendeu quando a Força Tática chegou, por volta das 19h. Foi quando viram que Neylivia já estava morta, dentro de casa. Foram doze tiros: alguns nos braços e pernas, para que ela não se mexesse, e o restante na barriga. Preso em flagrante, ele responde não só por este crime, mas por vários outros. Quem confirma é a própria corregedoria da PM-PI. Segundo o Coronel adjunto da corregedoria, Ricardo, nesta quarta-feira recebeu documentação assinada pelo juiz Luís de Moura Correia, da comarca de Capitão de Campos, que tornou Hugo Viana Lino preso preventivamente. Ele fica na prisão militar esperando pelos encaminhamentos da Justiça. Não possui regalias, mas tem direito ao que lhe garante enquanto militar. "Ele responde por processos criminais mais antigos também. A Polícia Civil da região abriu inquérito e apura o caso. Acredito que não será solto tão cedo. Após todas as investigações, é que responde disciplinarmente, pela corporação e sabe se perderá a farda ou não", explicou o coronel. A família marcou para este sábado, dia 26, quando realiza a missa de sétimo dia de Neylivia Oliveira da Costa Viana, um protesto envolvendo toda a população. A cidade de Capitão de Campos inteira ainda está abalada com o que aconteceu. Pedem por Justiça e até o padre da cidade vai exigir que o acusado seja expulso da Polícia Militar do Piauí. "Além de perder a farda, esse monstro merece apodrecer na cadeia. O que ele fez aqui em Capitão deixou todo mundo assustado. Um homem desses não deve estar em meio a sociedade", é o que pedem alguns dos familiares.
Tags: matar - Caso Neylivia

Fonte: Com informações do 180graus  |  Publicado por: Da Redação
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