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Dentre as 50 cidades que mais desmataram o cerrado, Uruçuí é a oitava

Publicada em 24 de Maio de 2010 às 21h14 Versão para impressão


Ilustrativa Ilustrativa
Matéria publicada pelo Jornal Correio Brasiliense de ontem mostra os 50 municípios que mais desmataram o cerrado entre 2002 e 2008. Entre as cidades listadas estão Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves e Uruçuí. Uruçuí ocupa a 8ª colocação no pais segundo a matéria que foi destacada também pela mídia do Piauí.

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A matéria diz no inicio: “o segundo maior bioma do país é o que sofre a devastação mais veloz e impiedosa. A chegada das plantações de soja a perder de vista — e do milho, do algodão e do gado, em menor escala — foi festejada como a razão do crescimento econômico na região, o que justificaria o desastre ambiental de quase metade do bioma já estar devastado.”(sic)

Na matéria do citado jornal diz que “o desmatamento empreendido nessas cidades não resultou no desenvolvimento esperado. Em alguns casos, a devastação e o modelo de monoculturas chegaram a provocar uma regressão no Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios.”

“Sozinhos, esses municípios desmataram 12,4 mil quilômetros quadrados de vegetação, o equivalente a mais de duas áreas do tamanho do Distrito Federal. A retirada da mata nativa para novas plantações de soja e milho e para novas áreas de pastagem não se traduziu em um desenvolvimento das economias locais acima da média registrada nos outros municípios dos estados, onde o desmatamento não chegou aos níveis detectados nesses 50 maiores desmatadores. Quando se analisa o desempenho dos ganhos individuais dos moradores desses municípios, a influência do desmatamento na geração de riqueza é ainda menor.”(sic)

Segunda o levantamento do jornal as cidades que mais desmataram o cerrado entre 2002 e 2008 estão em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Maranhão, Bahia, Minas Gerais e Tocantins. Em 66% desses municípios, o PIB cresceu menos do que o aumento registrado nos estados entre 2003 e 2007, conforme dados atualizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o PIB per capita, que é o valor do PIB para cada morador do município, teve uma evolução inferior às médias dos estados em 68% das cidades que mais desmataram o cerrado no período.

A matéria diz ainda que Ribeiro Gonçalves, no Piauí, com 6 mil habitantes, e Balsas, no Maranhão, com 100 mil, mostram que a opção de modelo rumo ao crescimento fracassou com o passar dos anos. A relação com o cerrado, a opção de desenvolvimento econômico adotada e os prognósticos desenhados para os próximos anos aproximam duas pequenas cidades no Nordeste brasileiro. Ribeiro Gonçalves, no sul do Piauí, recebeu as primeiras grandes plantações de soja e milho no fim da década de 1980. Quase 20 anos depois, continua liderando os índices de desmatamento do cerrado. Balsas está no sul do Maranhão e é outra cidade desde a penetração da soja, há 15 anos.

“Tanto Ribeiro Gonçalves quanto Balsas já sentem os efeitos da estagnação econômica: o Produto Interno Bruto (PIB) per capita recuou entre 2003 e 2007”, diz a matéria.

Em Ribeiro Gonçalves, cidade com pouco mais de 6 mil habitantes, a renda dos moradores cai significativamente ao longo dos anos e se aproxima do mesmo nível médio em todo o estado do Piauí. Em quatro anos, o PIB da cidade perdeu R$ 12 milhões e os ganhos médios dos moradores passaram de R$ 8,4 mil para R$ 5,5 mil. A produção econômica no estado caminha em direção contrária: o PIB per capita saltou de R$ 2,9 mil para R$ 4,6 mil. “A cidade estava há muito tempo numa crescente, mas a grande baixa dos preços da soja e o aumento do custo dos insumos paralisaram a abertura de novas áreas”, afirma o secretário de Agricultura de Ribeiro Gonçalves, Artur Dias Pinheiro.

Depois de um desmatamento de 117 quilômetros quadrados em sete anos, o secretário diz que a “maior fiscalização” no sul do Piauí vem reduzindo o ímpeto da devastação. Não é o que mostram as imagens de satélite que monitoram a ocupação do cerrado. A soja produzida em Ribeiro Gonçalves segue in natura para a unidade esmagadora da Bunge, instalada em Uruçuí, a 120 quilômetros de Ribeiro Gonçalves.

Uruçuí é o oitavo município brasileiro que mais desmatou o cerrado, com 372 quilômetros quadrados devastados entre 2002 e 2008. O processamento da soja, e não apenas a produção do grão, fez aumentar a riqueza econômica na cidade.

O PIB em Uruçuí mais do que triplicou entre 2003 e 2007. “Aqui, na área de soja, só ficaram os grandes, quem tem estrutura”, ressalta o secretário de Agricultura de Ribeiro Gonçalves. A produção de grãos em Balsas, no Maranhão, uma cidade de 100 mil habitantes, está sendo salva pela instalação de uma granja de Pernambuco e pela presença cada vez maior de investidores estrangeiros, que passam a dominar a propriedade das terras no sul do estado. “Não entram mais pequenos proprietários”, afirma o secretário de Agricultura de Balsas, Francisco de Assis Souza.

As monoculturas empreendidas pelos estrangeiros continuam ancoradas na política de desmatamento do cerrado. Balsas é o sexto município que mais desmatou o cerrado no país. Investidores norte-americanos e coreanos também chegaram à cidade que mais devastou o cerrado entre 2002 e 2008, Formosa do Rio Preto, na Bahia. Eles chegaram atraídos pelo preço da terra, pela quantidade suficiente de chuvas e pela perspectiva de desenvolvimento do transporte ferroviário na região.

A cidade estava há muito tempo numa crescente, mas a grande baixa dos preços da soja e o aumento do custo dos insumos paralisaram a abertura de novas áreas”, disse Artur Dias Pinheiro, secretário de Agricultura de Ribeiro Gonçalves.







Informações: correiobrasiliense.com.br e PortalAZ
Edição: Gleydson Coelho
gleydsonpi@gmail.com


Fonte: sgfsdfgsd  |  Edição: Jackson Coelho

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Comentários (1)

  • 25/05/2010 às 21h46

    È uma realidade lamentável, infelismente o descaso com a natureza é muito grande. O piauí está desenvolvendo... em todos os sentidos até mesmo na destruição do meio ambiente.

    Ana Carla, Floriano-PI
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