Após o empate com o Botafogo, Rogério Ceni deixou o Engenhão com um aviso. "Se vencermos o Flamengo, lutamos pelo título. Se não, talvez só pela Libertadores". O recado foi uma mensagem direta do sobre o jogo de domingo. E ninguém ousou contrariar, mesmo com 12 rodadas restantes para o fim do Brasileiro e o São Paulo em terceiro lugar, a três pontos do líder Vasco.
"Se o patrão falou, quem sou eu para achar o contrário?", disse João Filipe. "Manda quem pode e obedece quem tem juízo. E sou o João Filipe, apenas um garoto de 23 anos buscando seu espaço para, um dia, ser reconhecido como o Rogério Ceni", continuou o zagueiro, falando sobre si em terceira pessoa.
Humildade à parte, o que pesa nas contas do camisa 1 são as duas igualdades seguidas da equipe diante de rivais diretos na busca pela liderança - além do 2 a 2 com o Botafogo, no Rio de Janeiro, o São Paulo ficou no 0 a 0 com o Corinthians, no Morumbi. Por isso, não se admitirá um novo tropeço como anfitrião no fim de semana."Empatamos com Corinthians e Botafogo, então nada mais justo que buscarmos os três pontos contra o Flamengo. É um jogo muito importante", apontou Denilson. "Temos que lutar sempre. E jogando em casa, com o apoio da torcida, o resultado tem que ser a vitória", completou João Filipe, empolgado com o estádio lotado para ver a reestreia de Luis Fabiano.

Como alento aos tropeços em confrontos contra seus principais concorrentes, os são-paulinos comemoram o fato de serem presença fixa na parte de cima da tabela. O clube nunca ficou abaixo das cinco primeiras posições nesta edição da liga nacional. Regularidade valorizada por Denilson, surpreso com o equilíbrio da competição.
"Para mim, está sendo uma coisa maluca. Na Inglaterra, a distância é muito grande do quarto para o primeiro colocado e do quarto para o quinto. Aqui, você pode estar na Libertadores, na Sul-americana ou ser campeão porque o sétimo colocado está muito próximo do primeiro. Mas o São Paulo, por ser muito competitivo, está se segurando com pontos importantes, não é uma equipe que fica de quinto para baixo", enalteceu o volante emprestado pelo Arsenal.
A autovalorização, porém, não pode ocorrer a ponto de se esquecer a ordem do "chefe" Rogério Ceni. "O São Paulo é forte. Quando entra em campo, é para ganhar, independentemente de ser o Brasileiro, o campeonato mais difícil do mundo. Estar entre os primeiros é muito importante, mas não adianta nada. Queremos o título", discursou o bom "funcionário" Wellington.
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