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Contra a Reforma trabalhista

Em Teresina manifestantes protestam contra parlamentares no Piauí

Publicada em 10 de Novembro de 2017 às 12h04


Centenas de manifestantes se concentram na manhã desta sexta-feira (09/11) na Praça Rio Branco, centro de Teresina. Os protestantes seguram cartazes e banners com os rostos dos parlamentares do Piauí que foram a favor da Terceirização e da Reforma Trabalhista no Piauí. O presidente da Central Única de Trabalhadores ( CUT), Paulo Bezerra, disse que o povo piauiense precisa se demonstrar contra a reforma trabalhista.

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?Foram esses parlamentares que fizeram essa reforma contra os trabalhadores serem aprovadas e nós precisamos ser contra isso?, disse o presidente da CUT. Quem também esteve presente na concentração foi a professora e militante Lourdes Melo (PCO).?Hoje os trabalhadores estão reunidos no Brasil inteiro contra essas reformas impostas pelo governo Michel Temer. Nós trabalhadores somos contra e iremos lutar por nossos direitos?, disse ao OitoMeia.

Centrais sindicais se fizeram presente no protesto, uma delas foi o Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserm), o presidente do sindicato, Sinésio Soares disse a reportagem do OitoMeia que o sindicato também é contra as reformas impostas pelo governo de Michel Temer. ?Estamos aqui contra a reforma trabalhista que entra em vigor amanhã e contra a reforma da previdência que ameaça acabar com a aposentadoria. Então estamos todos reunidos para lutar contra essas reformas?, falou.

Os parlamentares que votaram a favor da Terceirização e Reforma Trabalhista foram Júlio César (PSDB), Paes Landim (PTB), Rodrigo Martins ( PSB), Heráclito Fortes (PSB), Silas Freire (Podemos), Ciro Nogueira ( PP), Elmano Ferrer (PMDB), Mainha ( PP), Marcelo Castro (PMDB), Iracema Portela(PP), Átila Lira (PSB).

A organização relata que há pelo menos mil pessoas na passeata. O movimento está sendo realizado hoje por ser um dia antes da reforma começar a ser aplicada no país.

REFORMA TRABALHISTA

Neste sábado (11), passa a vigorar as novas regras aprovadas pela Reforma Trabalhista. No total, foram alterados mais de 100 pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e todas as mudanças têm gerado dúvidas nos profissionais atualmente empregados e nos que estão em busca de recolocação.

E não apenas os trabalhadores que estão com dúvidas com as novas regras da Reforma Trabalhista . A presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1), Cléa Couto, destaca que as novas regras da CLT são polêmicas até entre os juízes do trabalho.

?No entendimento de muitos, parte delas é inconstitucional. E o juiz tem autonomia e independência para, diante do caso concreto, julgar a partir da interpretação que faz da lei. Não se trata de aplicar ou não a Reforma, mas colocar as mudanças em perspectiva com a Constituição Federal e com os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Esse é o papel do juiz. Se essa fosse uma ciência exata, não haveria tantas instâncias na Justiça e o julgamento seria feito por uma máquina e não uma pessoa. Com o tempo, a tendência é que se construa uma jurisprudência uniformizada nas demandas repetitivas, embora o entendimento unificado só possa ser usado em casos exatamente iguais?, analisou a magistrada.


Com informações do OitoMeia

Tags: manifestantes - protesto

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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