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Acusada de mentir e extorquir

'Era melhor ter ficado calada' diz ré do caso Feliciano

Publicada em 11 de Abril de 2017 às 08h28


Atualizada em 11/04/17 às 17h26

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SÃO PAULO ? A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), que acusa a jornalista Patricia Lélis, de 23 anos, de mentir e extorquir dinheiro do chefe de gabinete do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). A ex-integrante da juventude do Partido Social Cristão (PSC), que também acusa Feliciano de tentativa de estupro, afirma que o policial aposentado Talma Bauer a manteve sob cárcere privado no ano passado. Uma testemunha do caso será ouvida em maio. Como mora em Brasília, Patrícia falará por carta precatória. Ela diz que provará todas as denúncias que fez.

O processo em que Lélis faz acusações contra Feliciano segue em Brasília, sem conclusão. Em junho de 2016, ela disse que o deputado a chamou para uma reunião com integrantes da juventude do PSC em seu apartamento funcional. Nessa ocasião, o parlamentar teria tentado estuprá-la. Feliciano também teria dado um soco em sua boca e um chute em sua perna, segundo relatou a jovem à Polícia. O caso está em segredo de justiça.

Após o episódio, Patrícia procurou a polícia de São Paulo acusando Bauer de procurá-la diversas vezes para que ela fizesse uma gravação que inocentasse o deputado. Ela contou que se sentiu coagida e ameaçada, e que ele a perseguiu.

Vídeos divulgados na internet, no entanto, mostram uma conversa amistosa entre o assessor do PRB, Emerson Biazon, Bauer e Patrícia no hall de um hotel na capital paulista. Ali eles teriam acertado o pagamento no valor de R$ 50 mil do assessor de Feliciano. Numa das imagens, Patrícia abraça Bauer. À polícia, ele confirmou ter dado dinheiro para a estudante de jornalismo, para que ela não levasse adiante a acusação contra Feliciano. O delegado do caso, Luís Roberto Hellmeister, concluiu que Patrícia não foi submetida à cárcere privado. Ele chegou a pedir sua prisão.

Ao GLOBO, Lélis afirma que era amiga de Bauer, e que ele passou a ameaçá-la após as acusações contra Feliciano se tornarem públicas. Ela negou ainda ter recebido qualquer valor de Bauer.

O TJSP confirmou que apenas uma testemunha será ouvida no próximo dia 25 de maio, na 1ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

Procurada, a defesa de Lélis informou que, por correr em segredo de Justiça, não poderia comentar o caso, mas disse que o evento é uma audiência de instrução, quando os envolvidos no processo são ouvidos.

? O processo já está em curso ? limitou-se a dizer a advogada Ana Ruas.

Hoje estudando Direito, Lélis fala que ?não tem mais vida? por causa da repercussão do caso, mas que não mudaria em nada os depoimentos.

? Reafirmo todas as acusações. Mantenho tudo o que digo. Mas é muita canseira. Era melhor ter ficado calada, porque recebo várias ameaças. Ando com dois seguranças para cima e para baixo. Não saio sozinha. Minha vida parou! ? conta ela ao GLOBO, para dizer, em seguida, que não teria levado o caso adiante.

? Minha mãe que denunciou. Eu mesma não ia denunciar. Mexer com Feliciano é perigoso, mas acordei para a vida agora.

Jornalista virá ré no caso Feliciano. Leia
A jornalista e ex-simpatizante do Partido Social Cristão Patrícia de Oliveira Souza Lélis, de 23 anos, se tornou ré no processo no qual é acusada de mentir e extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, de 65, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

O G1 apurou que a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), que acusou Patrícia de denunciação caluniosa e extorsão contra Bauer, e marcou para maio o interrogatório da jornalista, quando ela poderá ser julgada pelo caso.

Para a 1ª Promotoria Criminal, Patrícia mentiu à Polícia Civil em 2016 ao dizer que foi sequestrada e mantida em cárcere privado pelo assessor do deputado num hotel na capital paulista. Por conta dessa acusação, Bauer chegou a ser preso.

ornalista e ex-simpatizante do Partido Social Cristão Patrícia de Oliveira Souza Lélis, de 23 anos, se tornou ré no processo no qual é acusada de mentir e extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, de 65, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

O G1 apurou que a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), que acusou Patrícia de denunciação caluniosa e extorsão contra Bauer, e marcou para maio o interrogatório da jornalista, quando ela poderá ser julgada pelo caso.

Para a 1ª Promotoria Criminal, Patrícia mentiu à Polícia Civil em 2016 ao dizer que foi sequestrada e mantida em cárcere privado pelo assessor do deputado num hotel na capital paulista. Por conta dessa acusação, Bauer chegou a ser preso.

Por e-mail, a jornalista confirmou ao G1 que a audiência sobre o caso já está marcada. Ela criticou Luiz Roberto Hellmeister, então delegado do 3º Distrito Policial (DP), Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo, que a indiciou.

"Lembrando que eu fui acusada de um caso que o STF [Supremo Tribunal Federal] ainda não julgou, e o delegado que fez tal acusação carrega nas costas crimes bárbaros que aconteceram dentro da sua delegacia, como por exemplo o caso da Verônica Bolina, que foi brutalmente agredida dentro da própria delegacia", escreveu Patrícia, referindo-se à travesti que foi espancada após ser presa em 2015.

"Tenho testemunhas que estavam presentes na delegacia, que vão dar testemunho ao meu favor, dizendo sobre a conduta do delegado, e sobre os inúmeros xingamentos que se refere a mim", acrescentou a jornalista.

O G1 não conseguiu localizar o delegado, que atualmente está no 92º DP, Parque Santo Antônio, na Zona Sul de São Paulo, para comentar as acusações de Patrícia.


Interrogatório
Patrícia responde ao processo em liberdade. O juiz Carlos José Zulian marcou para as 15h do dia 25 de maio deste ano, na 1ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, os depoimentos das testemunhas do caso e o interrogatório da ré.

Nessa etapa, se quiser, o magistrado já poderá julgar o processo e dar a sentença. Caso haja condenação, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de 6 a 20 anos de prisão.

?Vamos esperar o judiciário, que é ele que tem o poder de julgar o certo e o errado nesse momento?, disse Ana Ruas, uma das advogadas de Patrícia, por telefone ao G1. "A defesa confia no trabalho do judiciário, que fará uma análise pormenorizada dos fatos, respaldado nas provas devidamente produzidas durante a instrução criminal, sempre sob o crivo do contraditório e assegurados os princípios constitucionais assegurados pelo estado democrático de direito."


Com informações do G1
Tags: Cantor - Jerry Adriani - chantagear - Marco Feliciano

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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