Ilustrativa
O Fantástico, programa da Rede Globo, veiculou neste domingo (23/05), matéria sobre o esquema entre pensões, clínicas particulares e hospitais públicos em Teresina. A matéria fala de doentes que procuram a capital do Piauí, já que é referencia em saúde no Norte e Nordeste, para fazer tratamento de saúde, mas que acabam sendo vitimas de agenciadores.
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Um repórter da Rede Globo se passou por paciente e gravou depoimentos e imagens dos envolvidos (donos de pensões, médicos, etc). Os taxistas também fazem parte do mesmo, eles são quem levam as pessoas para as pensões da cidade. As pensões atuam como agenciadores de pacientes para as clinicas. “O paciente é ‘orientado’ na consulta a fazer exames desnecessários. Exames de alta tecnologia.”, disse o Fernando Correia Lima. , presidente do CRM-PI ao programa.
“Todo esse descalabro em Teresina ocorre porque o principal hospital credenciado pelo (Sistema Único de Saúde (SUS) não dá conta de tantos pacientes que chegam de fora. O hospital botou uma grade para barrar os agenciadores clandestinos, mas não adiantou. Os pacientes que não conseguem fazer os exames de graça pelo SUS acabam nas garras dessa gente”, relatou a matéria.
A reportagem constatou que quem fatura mesmo é as pensões. Elas recebem muita gente que vem de longe, precisando de atendimento médico. Um estudante de radiologia, que trabalha na pensão da mãe revela sobre as comissões pagas pelas clínicas. São R$ 80 por um exame de ressonância, de R$ 600. Ele disse que quer sair dessa vida. “Por isso é que eu estou estudando, pra ver se eu saio dessa vida, tiro minha mãe dessa vida”, disse.
Telmo Gomes, que é secretário de saúde do Estado, disse: “A maioria dos médicos no estado do Piauí é ética, seguem os doutrinamentos éticos. Mas, como em toda profissão, você há de convir, aparecem esses tipos de médicos. Agora, o que é que ocorre? Como não existe a punição desses médicos, tornou um ato normal aqui na nossa capital”.
“Esse colega vai receber uma punição administrativa através do órgão competente e uma punição ética através do Conselho Regional de Medicina, que vai desde uma advertência até a expulsão dos quadros do CRM”.
“A gente está procurando justamente o que o estado pode fazer, junto com o Ministério Público, a partir do momento que detectado essas anomalias, a gente tomar as devidas providências. Ou seja, junto com o Ministério Público a gente consiga contornar ou minimizar esses problemas”, disse Telmo Gomes.
Edição: Gleydson Coelho
gleydsonpi@gmail.com