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Judson critica Bunge e diz que dinheiro público financia campanhas no PI

Publicada em 27 de Julho de 2010 às 20h48 Versão para impressão


Ambientalista Judson Barros Ambientalista Judson Barros
O ambientalista Judson Barros (presidente da ONG Fundação Águas) disse hoje (27) em entrevista ao PortalAZ , que é candidato a deputado estadual pelo PV (partido verde) para defender o meio ambiente. Judson fez duras criticas ao modelo de desenvolvimento do estado do Piauí e a forma de financiar as campanhas políticas e aos políticos em geral.

Segundo ele na entrevista, sau primeira ação, se for eleito, é apresentar projeto de lei na Assembléia Legislativa pedindo a suspensão da isenção fiscal às grandes empresas no Estado, citando o grupo Claudino, Brasil Ecodiesel, Suzano e Bunge. O ambientalista afirma que é com o dinheiro das isenções fiscais que se compra eleição no nosso Estado. Ele critica ainda as 5 hidreletricas que podem ser construídas no Rio Parnaíba.

Ele disse ainda que o que lhe motivou voltar para o PV foi a filiação da candidata à presidente Marina Silva no PV. Judosn revelou que vai fazer sua campanha descendo pelo rio Parnaíba de caiaque visitando as comunidades ribeirinhas de Teresina a Guadalupe.

Judson disse que não é contra o desenvolvimento, mas entende o desenvolvimento com sustentabilidade. Segundo ele, no Piauí hoje acontecem os piores crimes ambientais do Brasil, o desmatamento hoje no estado é um dos maiores do Brasil, no serrado, na caatinga, na Mata Atlântica, afirmou ele.

Para o candidato do PV, desenvolver é investir em tecnologia de ponta, em pesquisa no ensino. E deu o exemplo do Japão que, segundo ele, ‘... não corta uma árvore, e nem por isso falta comida no Japão e é um dos países mais desenvolvidos do mundo, um país menor que o Piauí”.

Criticou a Bunge, dizendo: “Destruir o serrado do Piauí todo para fazer carvão, para produzir lenha para a Bunge Alimentos é desenvolvimento, pelo contrário, isso vai inviabilizar o desenvolvimento mais tarde. Então nós temos que tentar é desenvolver o nosso Estado é criando centro tecnológicos, de pesquisa, isso é que é favorecer o desenvolvimento no nosso Estado.”.

E disse mais sobre a empresa: “...Veja que a Bunge fatura no Piauí cerca de R$ 1 bilhão por ano de soja, de farelo, de óleo bruto e não paga um centavo de ICMS. Tem 15 anos de isenção fiscal, podendo ser renovado por mais 15.”

Ele critica ainda a construção das 5 hidreletricas (inclusive uma em Uruçuí) que podem ser construídas no Rio Parnaíba. “Não é porque somos contra a construção de hidrelétricas. Hidrelétrica inclusive é uma fonte de geração de energia limpa. Agora, construir cinco hidrelétricas no rio Parnaíba não é uma coisa séria. O rio com uma só já se acabou. E uma hidrelétrica que já tem no rio nunca foi terminada. Como é que antes de terminar a primeira hidrelétrica já estão querendo construir mais cinco? O que tem de fato ligado a estas hidrelétricas é R$ 2,2 bilhões que precisam ser liberados agora que vão custear a campanha política de candidatos a deputados estadual, federal, governador e senador. É isso que está acontecendo.”, disse.

Além da Bunge, Judson critica também o grupo Claudino, ele afirma que o grupo da prejuízo ao Estado, porque o mesmo tem isenção fiscal em grande parte de suas empresas. “Esta questão da isenção fiscal é uma questão em que o ambientalista que estiver na Assembleia Legislativa tomará providencia. Um dos primeiros projetos de lei que nós deveremos encaminhar na Assembleia é esse. É suspender estas isenções fiscais imediatas do grupo Claudino, da Bunge, da Suzano Celulose, da Brasil Ecodiesel...”. É um absurdo o Estado ser lesado por milhões neste sentido para dar isenção fiscal a grandes grupos empresariais. É com esse dinheiro ai que se compra eleição no nosso Estado. Parte do dinheiro que vai para as campanhas políticas é através das isenções fiscais.”, disse ele.

O ambientalista faz ainda duras criticas à forma de fazer e financiar a política: “ o processo como é viabilizado esse dinheiro para comprar eleição é o dinheiro que é desviado da merenda escolar, é o dinheiro que é desviado dos postos de saúde, dos hospitais que não tem um remédio, uma seringa para o doente tomar uma injeção, é o dinheiro desviado das escolas. Por isso que o Piauí é um dos últimos colocados do Brasil na questão escolar. Então a população tem que entender isso, não tem qualidade no hospital, não tem estrada por que parte desse dinheiro que é para estas políticas públicas é desviado para esse momento eleitoral. Então a população tem que entender isso, que vender voto é uma questão séria. Esse comércio do voto é extremamente prejudicial a sociedade e a população. Então nós não podemos está reduzindo essa discussão política no Estado a quem vai comprar eleição.”

”...Nós não podemos ver candidatos ai que têm 50 Hillux, 200 motos andando no Estado e um simples bancário que tem todo um aparato de campanha deste tamanho se não tem patrimônio para isso e nunca teve. De onde é que veio esse dinheiro para ter um aparato econômico deste tamanho para comprar uma eleição, a candidato a deputado federal, estadual, senador, para governador? Então isso é questionável. Isso dificulta o processo político porque isso é discutido é nestes termos: é quem vai comprar a eleição.”, disse. 

"A população precisa entender que este dinheiro é de ninguém. Nenhum candidato deste tem dinheiro, é dinheiro público, é dinheiro desviado de políticas públicas para comprar eleição.”, afirmou. 




Matéria na íntegra no: www.portalaz.com.br
Edição: Gleydson Coelho
gleydsonpi@gmail.com




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Fonte: PortalAZ  |  Edição: Jackson Coelho

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Comentários (4)

  • 01/08/2010 às 17h40

    O sr. judson barros está coberto de razão quando afirma que podemos ter desenvolvimento sustentável. Discordo quando o mesmo diz que as empresas citadas apenas "sugam" nossos recursos naturais. Algumas empresas que se instalarm em nosso estado e região tem interesse em ajudar a comunidade, são poucas mas existem. O nobre candidato tem direito a se expressar livremente e criticar quem quer que seja, concordo ainda com o mesmo e acrescento que alguns candidatos a deputado, principalmente ligados ao ex-governador, estão abusando do poderio economico. CUIDADO ELEITORES, VENDER VOTO ALÉM DE PROIBIDO POR LEI É PREJUDICIAL AO NOSSO ESTADO E REGIÃO.

    josé cavalcante neto, Teresina-PI
  • 29/07/2010 às 21h01

    trecho da entrevista dele: "se for eleito, é apresentar projeto de lei na Assembléia Legislativa pedindo a suspensão da isenção fiscal às grandes empresas no Estado, citando o grupo Claudino, Brasil Ecodiesel, Suzano e Bunge."... então a ideia desse "nobre" é sim ao verde e não ao emprego... quem elege mesmo deputado estadual? é planta ou gente? se colocarem as urnas na floresta quem sabe as arvores num votam nele... acho q o piaui tem eh poucas marmotas dessas, em SP travesti, prostitutas, cantor, padre... se candidatam tb... e no fim levam fumo (epa, fumo vem de arvore, será se é ecologicamente correto falar isso)... Ei Judson vem fazer propaganda aqui em Uruçuí... estamos louco para lher ver e dar "aquele" abraço.

    Sebastião Mota, Uruçuí-PI
  • 28/07/2010 às 12h04

    "Cuidado com o santo, que é de barro". É bom o site esclarecer alguns pontos sobre ambientalismo, para não correr o risco de ser confundido com campanha para eleição do rapaz. Antes de falar em "corte de incentivo", devem ser observadas as melhorias feitas nas regiões em contrapartida à isenção. A Bungue é conhecida no mundo todo como "lagarta" - onde chega depreda e vai embora -, porém o Sr. Judson sabe muito bem das dificuldades em "peitar" a multinacional, já que denuncia a empresa há anos. O Claudino é outra coisa. Mesmo sendo visto como "mau", é um grupo, diversificado, e gera milhares de empregos no Estado todo, inclusive em Uruçuí. Como eu disse, cuidado, muito cuidado, Jackson, para não fazer campanha... As coisas devem ser pesquisadas, esclarecidas e mostradas como de fato são. Senão, corremos o risco de eleger nossos governantes APENAS confiando em sua palavra, e temos muitos exemplos de governantes que não honram o que prometem nas campanhas. Sua função é esclarecer. Portanto, aconselho a abrir formalmente espaço para a Bungue, o Grupo Claudino, e todos os outros citados. Cuidado, Jackson, senão seus leitores pensarão que é partidário, e a isenção (essa sim) de repórter pode ser abalada.

    Fabiana, Teresina-PI
  • 28/07/2010 às 08h48

    é isso ai gente esse o que esse cara ta falando tem logica basta agente exergar... não dê seu voto perdido!!!

    eduardo, Uruçuí-PI
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