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Justiça determina prisão de suspeito de fraudar bombas de combustíveis

Publicada em 10 de Janeiro de 2012 às 06h41 Versão para impressão


Empresário Cleber Onésio Alves Salazar Empresário Cleber Onésio Alves Salazar
Da Globo.com

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A Justiça do Paraná determinou, no começo da noite desta segunda-feira (9), a prisão temporária do empresário Cleber Onésio Alves Salazar, suspeito de comandar um esquema fraudulento em postos de combustíveis de Curitiba.

O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP) do estado. Salazar usava controles remotos para armar e desarmar equipamentos que cobravam a mais do consumidor. A defesa dele afirmou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que haverá uma apresentação espontânea.

Salazar é investigado pelo MP e pela Delegacia do Consumidor, por participação nos crimes de formação de quadrilha, estelionato, corrupção ativa e passiva, sonegação fiscal e contra a ordem econômica e as relações de consumo.

O MP conseguiu também a quebra do sigilo telefônico e bancário e um mandado de busca e apreensão na empresa Power Bombas Manutenção e Instalação Ltda.

Em entrevista à RPC TV, ele disse que continua trabalhando e não tem nada para esconder. "Minha vida é um livro aberto, tenho cadastro no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Todo mês eu passo a relação de todos os postos que a gente faz a manutenção. Os técnicos estão preparados para trabalhar perante a lei", afirmou.

Porém, sem saber que estava sendo gravado, o empresário entregou todo funcionamento, dando até mesmo garantia de que esses equipamentos jamais seriam descobertos. Basicamente, o custo para adulterar um “bico” (nome dado a cada saída de combustível de uma bomba) é de R$ 5 mil.

Na empresa de Salazar, durante o cumprimento do mandado, também nesta segunda, foram encontradas placas de computador. A suspeita, ainda segundo a polícia, é que elas tenham sido usadas no esquema. Lacres de bombas e papeis também foram apreendidos. Durante a tarde, bombas da cidade foram fiscalizadas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).

O Governo do Paraná publicou nota oficial. Ela diz que, além do Ipem, “as secretarias de Segurança Pública e Fazenda vão investigar a atuação de pessoas e empresas que agem contra os direitos do consumidor. (...) Haverá uma investigação sobre uma suposta participação de servidores públicos estaduais no esquema”.
Fonte: globo.com  |  Edição: Jackson Coelho

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