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"mensalão do dem": empresário esconde dinheiro na cueca

Publicada em 01 de Dezembro de 2009 às 13h39 Versão para impressão


Em mais um vídeo que ilustra um suposto esquema de corrupção no Distrito Federal, o empresário e proprietário do jornal "Tribuna do Brasil" Alcyr Duarte Collaço Filho recebe dinheiro vivo do ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal Durval Barbosa. O dinheiro é escondido na cueca.

Segundo a PF, o vídeo é deste ano e o valor transferido de Durval para a cueca de Collaço Filho é de R$ 30 mil. A transação ocorreu na sede da Secretaria de Assuntos Institucionais.

PIVÔ DE DENÚNCIAS ENVOLVE PSDB NO MENSALÃO DO DEM NO DF

Pivô das denúncias do mensalão do DEM, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa acusa o PSDB de também participar do esquema de caixa dois que teria sido montado pelo governador José Roberto Arruda (DEM) durante a campanha eleitoral de 2006, informa reportagem de Hudson Corrêa e Fernanda Odilla, publicada nesta terça-feira pela Folha.

Segundo a reportagem, quem atuou pelos tucanos na coleta de propina e distribuição do dinheiro a aliados políticos, segundo Barbosa, foi o próprio presidente da legenda no DF, Márcio Machado.

Filiado ao PSDB há 14 anos, Machado assumiu a Secretaria de Obras do governo do DF quando Arruda tomou posse. Ele era cotado para ser candidato ao Senado na chapa que uniria DEM, PSDB e PMDB.

Em depoimento ao Ministério Público do DF, em 16 de setembro, Barbosa disse que o presidente do PSDB-DF ia às vezes até a sua casa para tratar do dinheiro da propina.

O ex-secretário mencionou aos promotores três pagamentos supostamente feitos pelo tucano: R$ 6 milhões para o deputado Benedito Domingos (PP); R$ 200 mil para Adalberto Monteiro, presidente local do PRP; e R$ 100 mil para Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do PTC.

ALIADOS DE ARRUDA ORAM DEPOIS DE RECEBER PROPINA

Deputados distritais e aliados políticos do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), alvos da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, foram filmados recebendo dinheiro e guardando maços de notas em bolsas, bolsos e até dentro de meias.

A Folha teve acesso ontem a mais três DVDs com imagens de distribuição de dinheiro gravadas por Durval Barbosa, ex-assessor de Arruda e colaborador da PF que entregou o suposto esquema de desvio de verbas públicas e arrecadação de propina de empresas para pagar despesas de campanha e distribuir recursos à base aliada do governador. Arruda também foi filmado recebendo dinheiro de Barbosa. Os vídeos, parte deles feita sem autorização judicial, foram entregues à PF, que faz a perícia, e integram o inquérito.

No vídeo abaixo, o deputado Rubens César Brunelli (PSC), de camisa roxa, o atual presidente da Câmara, Leonardo Prudente (DEM), de camisa branca --ele também aparece em outra gravação guardando dinheiro na meia--, e Durval Barbosa oram.

PRESIDENTE DA CÂMARA DO DF GUARDA DINHEIRO NA MEIA

Imagens que teriam sido gravadas em 2006 mostram o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (DEM), recebendo dinheiro do então presidente da Codeplan (empresa do DF), Durval Barbosa. O vídeo está entre os cinco DVDs a que a Folha teve acesso e que fazem parte da investigação de um suposto esquema de pagamento de propina para parlamentares da base aliada do governo na Casa.

As imagens mostram o próprio Barbosa, que até sexta-feira era secretário de Relações Institucionais do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), entregando dinheiro a Prudente. Na sequência, o presidente da Câmara aparece guardando as cédulas nos bolsos do paletó e nas meias.

Entre os supostos envolvidos no esquema estão Arruda, o vice-governador do DF, Paulo Octavio (DEM), além de Prudente.

ENTENDA O CASO

A pedido do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a Polícia Federal deflagrou na última sexta-feira (27) a Operação Caixa de Pandora, que investiga suposto esquema de pagamento de propina pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), a parlamentares da base aliada na Câmara Legislativa do DF.

O despacho do ministro do STJ, Fernando Gonçalves, que provocou a operação, afirma que o secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, gravou o governador do DF, José Roberto Arruda, mandando oferecer R$ 400 mil para a base aliada. Em um dos trechos da gravação, Arruda manda oferecer mais R$ 200 mil para o "mesmo destino" --a base aliada.

No inquérito da PF consta que o esquema de financiamento da campanha começou a ser montado em 2004 e foi até 2006. O cálculo é que o pagamento ilegal tenha sido de R$ 56,5 milhões no período.

Barbosa também teria relatado à PF que a campanha eleitoral de 2006 de Arruda foi irrigada com pagamento de propina de empresas fornecedoras do governo. Segundo ele, o esquema deu origem ao "mensalão do DEM".

Vejam as fotos dos vídeos:


Fonte: Folha

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Palavras-chaves:
Fonte: Notícias de Uruçui  |  Edição: Gleydson Coelho

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