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Outro acusado está foragido

PF prende ex-secretário do DF por participação em esquema de venda de respiradores defeituosos

Publicada em 14 de Maio de 2020 às 13h47


Chegada de respiradores adquiridos da China Chegada de respiradores adquiridos da China

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (13), em Brasília, o ex-secretário de Esporte do Distrito Federal, André Felipe de Oliveira. Ele ocupou o cargo durante o governo de José Roberto Arruda e é suspeito de participação em um esquema de venda de respiradores que não funcionam para o governo do Pará.

A prisão é temporária, por cinco dias, e foi ordenada pela Justiça Federal do estado, a pedido do Ministério Público Federal no Pará. O juiz Rubens Rollo D?Oliveira também determinou a prisão de um outro empresário acusado de participação no esquema, no Rio de Janeiro. Mas ele não foi encontrado e é considerado foragido.

A ação foi parte da operação Profilaxia, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa SKN do Brasil, em Brasília e no RJ. A empresa seria a responsável por vender os aparelhos defeituosos ao governo do Pará. As investigações estão sob segredo de Justiça.

Até a última atualização desta reportagem, o G1 tentava contato com a defesa do ex-secretário e da empresa.

Aparelhos defeituosos
Segundo o MPF, André Felipe de Oliveira e o empresário foragido eram representantes da empresa SKN, que recebeu R$ 25 milhões do governo do Pará em troca de 200 respiradores importados da China. No entanto, o Ministério Público alega que foi entregue outro tipo de aparelho, "que não pode ser instalado em UTIs e ainda apresenta riscos aos pacientes".

O órgão afirma que "além de não servirem para o uso em UTIs, os ventiladores pulmonares colocariam em risco real os pacientes, por não possuírem alarmes que indicassem interrupção do funcionamento nem baterias internas para manter a respiração artificial em caso de queda de energia".

Ainda de acordo com o MPF, os aparelhos poderiam servir como vetor de infecções, já que não permitem a limpeza e esterilização de fluidos corporais e gases expirados.

"Os prováveis crimes ocorridos no Pará têm relação visível com os que ocorreram no Rio de Janeiro, onde também houve a venda de equipamentos defeituosos ao estado, o que pode indicar a existência de um esquema nacional para fraudar a compra desses equipamentos em plena pandemia de Covid-19", afirma o MPF.

Suspensão das investigações da PF
A Procuradoria-Geral do Estado do Pará chegou a pedir à Justiça que suspendesse as investigações da Polícia Federal sobre o caso. Segundo o governo local, os recursos usados para comprar o material eram do estado e, por isso, a apuração deveria ser comandada pela Polícia Civil.

O juiz Rubens Rollo D?Oliveira chegou a atender ao pedido, mas a decisão foi derrubada. A Justiça do Pará também determinou o bloqueio de R$ 25,2 milhões da empresa que forneceu os equipamentos.

Na terça (12), o governo local e a empresa chegaram a um acordo e a SKN se comprometeu a devolver o dinheiro recebido do Executivo local.


Com informações do G1-PA


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Tags: PF - esquema - respiradores

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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