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Atentado contra Bolsonaro

PF trabalha com hipótese de que agressor de Bolsonaro agiu como 'lobo solitário'

Publicada em 07 de Setembro de 2018 às 14h03


No dia seguinte ao ataque sofrido pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a Polícia Federal (PF) trabalha com a hipótese de que o agressor agiu sozinho, como "lobo solitário".

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Jungmann deu a declaração nesta sexta-feira, após participar da parada de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

"O que se trabalha basicamente é com um ato isolado, o que se pode chamar de lobo solitário", afirmou.

O ministro disse, ainda, que a PF está trabalhando com o setor de inteligência para reconstituição dos passos do agressor e toda a rede de relacionamentos dele.

Jungmann evitou falar sobre a motivação do atentado e disse que três pessoas são investigadas.


Suspeito
Nesta sexta, o ministro Raul Jungmann afirmou que o suspeito pelo ataque a Bolsonaro ficará detido em Minas Gerais, pelo menos até a audiência com a juíza de custódia. Se houver necessidade, ele poderá ser transferido para o sistema penitenciário federal.

"Pelo o que nós temos de informação até agora, o fato está concentrado naquele que cometeu o atentado. Existem outros que estariam envolvidos, mas que até agora não se tem uma comprovação fática, não se tem provas, embora permaneçam como suspeitos e permaneçam sendo averiguados", disse.

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o atentado horas depois do ocorrido. No mesmo dia, o presidente Michel Temer pediu para a PF reforçar a segurança dos candidatos à Presidência da República.

O agressor de Bolsonaro foi indiciado pela PF pelo crime de "atentado pessoal por inconformismo político" com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional.

Segurança na campanha
Cada candidato a presidente da República tem direito a uma equipe de segurança de 21 policiais federais especializados em dar proteção a autoridades.

Jungmann reclamou que muitas vezes os candidatos não seguem o protocolo de segurança indicado pela Polícia Federal e que espera que o atentado contra Bolsonaro chame a atenção dos candidatos para os protocolos de segurança.

?Candidato procura ter contato. Quem lida com segurança sabe que isso faz parte do jogo, o problema é quando você vai para um nível de risco reiterado sobre a qual a segurança diz: não dá para fazer a segurança nessas condições. Isso foi chamada a atenção dele e outros candidatos também e o que se espera é que a partir de agora eles venham a cumprir o protocolo e ajudar a Polícia Federal a cumprir com a sua responsabilidade, que é fazer a segurança dos candidatos?, afirmou Jungmann.

O ministro afirmou que fará uma reunião neste sábado (8) com os coordenadores de campanha dos candidatos e em seguida com os candidatos para falar sobre segurança.

Cinco presidenciáveis solicitaram segurança da Polícia Federal durante a campanha: Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Álvaro Dias (Podemos).

Segundo Jungmann, Bolsonaro tem a maior das equipes de segurança entre os presidenciáveis. São 21 policiais federais, sendo que 13 deles estavam acompanhando o candidato durante o ataque.

De acordo com o ministro, outros 50 policiais militares reforçavam a segurança do presidenciável em Juiz de Fora.

"Quero deixar bem claro, durante as olimpiadas o presidente da Fraça que aqui esteve, que era considerado de alto risco, teve 9 policias federais que fizeram a sua segurança", afirmou Jungmann.

Jungmann amenizou eventuais falhas na segurança de Bolsonaro. O minsitro disse que já havia alertado a família e a coordenação da campanha de Bolsonaro que seria difícil garantir a segurança do candidato quando ele se lançava à multdão e era carregado nos braços.

"Se nós fôssemos imaginar que sempre a falha é da segurança não haveria atentatdo político no mundo.Então, não dá pra se dizer isso. O que nós tínhamos observado no âmbito da Polícia Federal era que nos preocupava muito o fato de p candidato ser recebdio em aeroportos por uma grade multidao", disse o ministro.

Facada
O atentado contra Bolsonaro ocorreu na tarde desta quinta-feira (6) durante uma caminhada que ele realizava com simpatizantes em uma das ruas do centro de Juiz de Fora. Enquanto ele era carregado nos ombros por um apoiador, levou uma facada na região abdominal.

O suspeito de ser o responsável pela facada, Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais após a ataque.

Após ser submetido a uma cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora, Jair Bolsonaro foi transferido na manhã desta sexta-feira (7) de avião para São Paulo. Ele pousou no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e foi levado diretamente para o Hospital Albert Einstein, também na Zona Sul.


Com informações do G1
Tags: Bolsonaro - lobo solitário

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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