O anúncio, sempre festivo, da pré-candidatura do apresentador de TV e ex-deputado Silas Freire a prefeito de Floriano é um fato pitoresco na conjuntura da política local. Sem história de militância no município e, explicitamente, usando o “glamour” da condição de profissional da mídia, alimenta a cobiça de ocupar o principal espaço no Poder Executivo. Um aspecto intrigante nisso é a permissão da Justiça Eleitoral em conceder domicílio eleitoral a um pessoa que nunca morou e nem mora em Floriano. Simplesmente, o pretendente a candidato é casado com uma florianense e, em alguns finais de semana, visita os familiares da esposa. Com a palavra os Promotores e Juízes da província de São Pedro.
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Primeiro, o ex-deputado apresentou-se nas rodadas carnavalescas como representante do PR (Partido da Republica), coordenado nacionalmente por Waldemar da Costa Neto, uma figura fichada e carimbada no sub-mundo da corrupção nacional. O PR está entre os partidos que montaram e exploraram o famigerado mensalão do PT, aquele caso de compra de parlamentares com recursos públicos.
Como a fragilidade da sigla, o apresentador, que tem trânsito nas rodadas políticas, inclusive, no Governo do Estado, mudou de legenda e assinou a ficha do PMDB. Em tão curto espaço de atividade política em Floriano, já passa por dois partidos. Isso tudo leva a ilustrar que o apresentador é uma candidatura postiça, sem vivência no cotidiano e dinâmica da política do município. O que seria politicamente do ex-deputado Silas Freire, em Floriano, sem o programa Agora da TV Meio Norte?
E muito disso se justifica quando avaliamos a forma como chegou ao PMDB, indicado numa articulação estadual em desacordo com o diretório municipal. Isso causa uma polêmica com os militantes de “primeira hora”, no PMDB florianense. A vida ensina que chegar “puxando tapetes” é sinal de descompromisso com as decisões coletivas. Mas, isso é um problema do PMDB.
O que diz respeito ao voto consciente, devemos ficar atentos aos lisonjeiros oportunistas, que em nada contribuem para o avanço das políticas públicas. Os mandatos políticos devem ser tratados com a seriedade que necessitam e exigem. Mais do que salvadores da pátria, precisamos de honestidade com os bens da população.

Jalinson Rodrigues – Jornalista.