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Relação com a globo 'ajudou bastante', lembra collor

Publicada em 15 de Novembro de 2009 às 11h35


"Ajudou, sem d?vida nenhuma ajudou. Ajudou bastante." Dessa forma, o hoje senador pelo PTB-AL e ex-presidente da Rep?blica Fernando Collor de Mello iniciou a resposta ? pergunta se a rela??o com a Rede Globo o ajudou nas elei?es de 1989. "Ajudou, sobretudo, a evitar armadilhas, algo que estivesse se tentando montar contra a minha candidatura", completou.

H? 20 anos, no dia 15 de novembro de 1989, ocorreu o primeiro turno das primeiras elei?es presidenciais no Brasil ap?s o fim da ditadura militar (1964-1985).

Al?m da rela??o com a Globo, falou sobre as pesquisas e as conversas que teve antes de lan?ar-se candidato, inclusive com Silvio Santos, dos problemas que teve no governo de Alagoas, da decis?o de p?r no ar o depoimento de Miriam Cordeiro na reta final da campanha, da edi??o do pol?mico debate do segundo turno entre ele e Lula e do papel do tesoureiro Paulo C?sar Farias, o PC, em sua campanha.

Em 1992, ap?s uma s?rie de den?ncias de corrup??o envolvendo seu governo e apontadas na CPI do PC, o Congresso aprovou o impeachment de Collor. Entre os que votaram pelo impeachment na C?mara estava o ent?o deputado Cleto Falc?o, um dos articuladores da candidatura de Collor - famoso por um brinde em Pequim que festejou o governador de Alagoas como futuro presidente do Brasil.

Collor afirmou que na v?spera do segundo turno, ao saber de uma pesquisa que o colocava apenas um ponto ? frente de Lula, achou que perderia a elei??o.

Globo
"Dr. Roberto [Marinho, 1904-2003, empres?rio, dono da Globo] era muito jornalista na sua ess?ncia", disse Collor. "Em algumas conversas, ele chegou a mim e disse, meu filho, acho que voc? est? muito irritado, voc? n?o deve usar certos termos, isso est? indo contra voc?", contou. Collor, no entanto, n?o quis repetir os termos que Marinho recomendou que ele deixasse de usar.

Na campanha de 1989, Collor ganhou proje??o com a imagem de um candidato que combateria a corrup??o e os altos sal?rios do funcionalismo. Pare desta imagem foi constru?da ainda ? frente do governo de Alagoas, quando Collor anunciou uma s?rie de reformas acompanhadas por uma economista chamada Z?lia Cardoso de Mello, indicada pelo ministro da Fazenda de Jos? Sarney (PMDB), D?lson Funaro, segundo Collor. Z?lia seria a ministra da Economia de Collor, respons?vel pela implanta??o do Plano Collor, para tentar controlar a infla??o, e pelo "confisco da poupan?a" e de outras aplica?es financeiras em 1990.

Al?m da rela??o com a Globo, Collor diz que sua candidatura foi vista como "simp?tica" por outros grupos de comunica??o. "O que eu percebia ? que havia um receio dos meios de comunica??o mais importantes ? que um eventual governo comunista" pudesse ter um efeito negativo sobre os meios de comunica??o.

Collor foi chamado, numa capa da revista "Veja", de "Ca?ador de Maraj?s". A "Veja", depois, seria um dos ve?culos de comunica??o que publicariam uma s?rie de den?ncias, apuradas por uma Comiss?o Parlamentar de Inqu?rito, que levariam ao impeachment de Collor em 1992.

Segundo Collor, a palavra "maraj?" veio de um "popular", num com?cio ? noite no sert?o. Ao referir-se a funcion?rios p?blicos que tinham "supersal?rios", ele teria gritado: "N?o Fernando, ? tudo maraj?". "E aquela palavra me soou como uma palavra m?gica."

O rol de "palavras m?gicas" de Collor seria completado pela refer?ncia aos "descamisados" e "p?s-descal?os". Estas duas express?es j? era usadas pelos peronistas argentinos para referir-se ?s parcelas mais pobres da popula??o e foram recuperadas por Collor.

Ele, no entanto, afirma que essas palavras n?o eram estudadas. "Na minha campanha n?o houve marqueteiro", diz. Mas como, se Collor virou uma esp?cie de sin?nimo de candidato constru?do pelo marketing? Com pausas entre cada uma das palavras, como se as estivesse medindo, ele responde: "Talvez por terem entendido que meus gestos e as minhas palavras fossem coisas estudadas, o que na realidade nunca foram."

Collor avalia que foi o candidato que melhor usou a m?dia eletr?nica. Na sua opini?o, Lula fica, nesse quesito, com o segundo lugar. "Lula tinha uma m?sica que era fant?stica", lembra. "Dormia e acordava cantando a m?sica do Lula."

Segundo turno
Durante a entrevista, Collor defendeu que Brizola seria mais dif?cil de bater que Lula - em especial porque Brizola tinha mais penetra??o no empresariado. Por outro lado, "era not?ria a indisposi??o que havia entre o governador [do Rio] Brizola e Roberto Marinho".

Com rela??o ao uso de Miriam Cordeiro, ex-companheira de Lula que deu depoimento no hor?rio eleitoral dizendo que o petista a pedira para fazer um aborto na d?cada de 1970, Collor classificou de lament?vel o epis?dio e chamou-o de "percal?o de campanha".

Afirmou que ainda n?o faria novamente: "Nem teria feito na ?poca": "O candidato ? o que menos sabe do que vai no programa gratuito", disse. "Se algu?m tiver de ser responsabilizado serei eu como candidato. O que eu digo ? que eu n?o tomei conhecimento. Em ?ltima analise, tudo que de ruim acontece numa campanha ? o candidato. Tudo que de bom acontece numa campanha, a? ? a equipe.

Ainda sobre o segundo turno, Collor disse acreditar que a edi??o do segundo debate entre ele e Lula ? fiel ao que aconteceu. "No primeiro debate eu n?o fui bem. E isso ficou expl?cito na edi??o que fizeram", para em seguida comparar a edi??o de debates ? de partidas de futebol: ? preciso refletir o resultado do jogo, argumenta. Depois da enorme pol?mica em 1989, a Globo hoje tem a pol?tica de n?o mais editar debates.

Depois de alguns anos longe dos holofotes, ele se elegeu senador por Alagoas em 2006 e hoje faz parte da base de apoio do atual presidente, o mesmo Lula vencido naquela elei??o.


Fonte: Uol

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Fonte: Notícias de Uruçui  |  Publicado por: Gleydson Coelho
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