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Depoimento na Justiça Federal

Sérgio Cabral diz ser apegado a dinheiro e ao poder

Publicada em 26 de Fevereiro de 2019 às 18h07


(Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo) (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral presta depoimento, na tarde desta terça-feira (26), na 7ª Vara Criminal Federal, no Centro. A audiência, pedida pela defesa do ex-governador, é sobre os esquemas de corrupção na área da saúde durante sua gestão. Cabral foi preso em novembro de 2016 e sua condenação é de 198 anos e 6 meses de prisão.

No início da audiência, Cabral citou os nomes de ex-colaboradores no governo como o ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, e Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do RJ. O ex-secretário de saúde está presente na audiência desta terça.

"Vim aqui para falar a verdade. Conheci Sérgio Côrtes na campanha de 2006 mais proximamente. Quando acabou a eleição eu falei para o Côrtes que tinha um contrato com o Arthur Soares e combinamos uma propina de 3% para mim e 2% para você. Antes nos governos anteriores Arthur disse que a propina era de 20%. Esse foi meu erro de postura, apego a poder, dinheiro... é um vício", disse o ex-governador.
O ex-governador Sérgio Cabral também afirmou estar arrependido por não ter falado de propinas anteriormente.

Pezão recebeu propina
O ex-governador contou ainda que o então vice-governador Luiz Fernando Pezão (MDB), que acumulou o cargo, inicialmente, com a secretaria de Obras também recebia propinas. Segundo ele, o valor enviado a Pezão chegava a R$ 150 mil mensais.

"Pezão pediu a mim. Do Pezão, eu mandava entregar para ele. Eram cerca de R$ 150 mil por mês", disse

O ex-governador Pezão está preso desde o dia 29 de novembro do ano passado, em operação da Polícia Federal, no Palácio Laranjeiras. A prisão foi baseada em delação de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral, que disse ter feito pagamento de mesada de R$ 150 mil para Pezão, com direito a 13º de propina e bônus de R$ 1 milhão.

O que Cabral disse até agora:
Cabral explicou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, o motivo de ter decidido falar das propinas no seu governo após mais de dois anos na prisão.

"O que minha família tem passado. E o senhor[ juiz] colocou um ponto importante: É uma situação histórica. Em nome da minha mulher[Adriana Ancelmo], da família e do momento histórico resolvi falar. Hoje sou um homem mais aliviado e vou ficar cada vez mais aliviado. Por isso decidi falar a verdade para ficar bem comigo mesmo", explicou.


Com informações do G1


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Tags: Sérgio Cabral - dinheiro

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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