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Maioria esmagadora do prefeito

VEREADORES de Uruçuí recusam denúncia que poderia investigar o prefeito Wagner

Publicada em 08 de Agosto de 2018 às 21h50


Foi verdadeiramente uma ?lavada? como se diz no ditado popular. Assim foi o placar da votação para o recebimento de uma denúncia que chegou à Câmara Municipal de Vereadores de Uruçuí. O resultado da votação foi de 8 votos recusando a denúncia contra 2 votos a favor do recebimento para análise das acusações de recebimento ilegal de salários no estado do Piauí e no Maranhão por parte do prefeito Wagner Coelho.

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A denúncia é do estudante de direito Ildemar Ferreira Lima, o Sêca, que anexou vários documentos supostamente provando que o prefeito de Uruçuí estava recebendo indevidamente salários sem trabalhar como médico no estado do Piauí e também no Maranhão, o que é proibido pela Constituição Brasileira. A denúncia foi entregue no poder Legislativo e também ao Ministério Público.

Os vereadores que votaram com o prefeito Wagner Coelho foram:
- Berenice Santos
- Cilton Miranda
- Adriana Cavalcante
- Stanley Carvalho
- Gleyci Maria
- Sérvulo Carvalho
- Marcelo Leite
- Patrícia Moreira


Segundo Ildemar Lima (Sêca), seu desejo era que os vereadores apreciassem o conteúdo do processo, que não era extenso demais, mas constavam as provas suficientes para que ficasse provado a prática do crime de improbidade por parte do prefeito Wagner Coelho, que segundo a Lei, deveria optar por apenas um dos salários que supostamente estava recebendo.

Ao chagar na Câmara a denúncia teria que ser apreciada e posteriormente dado o direito a defesa ao acusado (prefeito Wagner), para só depois ser julgada pelos vereadores ao final do rito de investigação, que teria até três meses para ser analisado, mas que não seguiu devido os oito vereadores nem mesmo conhecerem o conteúdo da denúncia.

Entenda o que aconteceria se a denúncia fosse aceita

A denúncia pode ser feita por qualquer cidadão uruçuiense e entregue na Câmara de Vereadores, chegando a denúncia na Casa, o presidente do Legislativo tem por obrigação na primeira sessão colocar em votação o recebimento da mesma para que assim os vereadores possam apreciar ou não o conteúdo. Para ser recebida seria necessário dois terços dos votos dos 11 vereadores, que seria 8 votos, o que não aconteceu.
Se a Câmara tivesse recebida a denúncia o prefeito Wagner teria que ser afastado imediatamente e seguida o legislativo dava a vacância do cargo, posteriormente comunicava o vice-prefeito para tomar posse no seu lugar até o termino do processo e investigação. Em seguida a Câmara teria que formar uma Comissão processante para analisar as acusações, ouvindo testemunhas, caso tenha, análise de documentos e também dar o amplo direito de defesa ao acusado, no caso o prefeito Wagner. A comissão seria formada por três vereadores escolhidos através de sorteio, sendo: Um presidente e dois membros (um deles o relator). A comissão teria até 90 dias para fazer tudo e votar o relatório final. Terminado todo esse procedimento a Câmara colocaria em votação o relatório, se pedindo a cassação do prefeito ou inocentando-o. Esse julgamento aconteceria numa sessão especial para esse fim e o destino do prefeito afastado interinamente estaria nas mãos dos vereadores.

Vereadores que queriam conhecer a denúncia e investigar

- Daniel Guimarães
- Alaiane Sá



Mesmo tendo o recesso de 30 dias a vereadora Tânia Fianco viajou justamente poucos dias antes desta votação e não participou da mesma.

Com o resultado da votação, o perigo do prefeito ser afastado não existiu mais e com isso aliados de Wagner Coelho, que desde o dia em que a denúncia veio à tona estavam quietos e sumidos das redes sócias, aliviaram a apreensão e após terem lotado o plenário da Câmara, festejaram muitos com fogos e muita festa pelas ruas da cidade.

Tags: Vereadores - denúncia

Fonte: Da redação  |  Publicado por: Da Redação
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